26 – Luiz Camillo Ozório

Encontrei Camillo no Paço Imperial. Ele visitava a minha exposição “A redescoberta da Virgem do Alto do Moura”. Falamos brevemente. Eu o havia procurado no início dos trabalhos do Livro 2 e ele respondera que estava sonhando muito pouco. Agora, conta que justo semana passada tinha tido um sonhou tinha pensado em me mandar. começava com uma frase…

… descendo as escadas somos humanos, rolando no chão nos animalizamos. a cena misturava escadas e pessoas rolando no chão …

Acordou pensando em Duchamp, do nú descendo as escadas e da homenagem a Cara de cavalo do Hélio Oiticica (que não é o famoso “seja marginal seja herói” com outro bandido assassinado que costumam associar, mas um bólide caixa menor).  Ele gosta do sonho porque no dia seguinte ia fazer uma palestra no Centro Cultural Hélio Oiticica e faz uma relação entre o Duchamp em que a retirada do urinol do museu foi a entrada do urinol na história da arte. E a não entrada do parangolé no museu, foi a entrada do parangona na história.

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